CONSTRUIR A PAZ COM OS VALORES DE ABRIL - PALMELA

Na data em que se assinala o Dia do Preso Político Palestino, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) expressa, mais uma vez, a solidariedade aos palestinos presos nas cadeias israelitas, exige a sua imediata libertação e sublinha que a primeira injustiça é a ilegal ocupação israelita dos territórios palestinos, a que urge pôr fim o mais depressa possível. Uma ocupação responsável não apenas pelas prisões ilegais de milhares de pessoas, mas também pela expulsão das suas terras de centenas de milhares de palestinos, que formam a maior comunidade de refugiados do mundo.
São muitos os palestinos que, desde 1967, foram ilegalmente presos por Israel: cerca de 700 mil, milhares dos quais permanecem ainda hoje cativos. A lei israelita permite às forças ocupantes deter qualquer palestino por tempo indeterminado – sem acusação, julgamento ou direito a defesa – em prisões, centros de interrogatório e de detenção, instalados em bases militares, desertos e locais desconhecidos. As condições de encarceramento que o Estado de Israel impõe aos presos políticos palestinos desrespeitam os acordos internacionais de que é subscritor.
Israel é, ainda, o único país que julga regularmente crianças em tribunais militares, condenando os menores de 13 anos a penas de prisão até seis meses e, a partir dos 14 anos, as penas podem chegar a períodos entre 10 e 20 anos.
O CPPC saúda a aprovação, na Assembleia da República, de um voto pela libertação imediata de Khaleeda Jarrar, deputada palestina detida há dias pelo exército israelita, sem qualquer acusação nem processo judicial. O voto foi aprovado pelo PCP (que apresentou a proposta), pelo PEV, pelo BE e por quase todo o Grupo Parlamentar do PS. PSD e CDS optaram pela abstenção, tendo ainda havido alguns votos contra.
A Direcção do CPPC
17 de Abril de 2015

Nas instalações da Junta de Freguesia de Pias realizou-se um importante debate do Conselho Português para a Paz e Cooperação com a presença da Presidente da direcção nacional do CPPC, Ilda Figueiredo, do Presidente da Junta de Freguesia, José Augusto, e dos membros do CPPC, Maria José Afonso e José Baguinho. Com a paz no horizonte, foi uma iniciativa muito participada, com uma audiência muito consciente dos problemas que ameaçam a paz no mundo, que deram opinião e colocaram preocupações com a evolução da situação internacional, designadamente no Médio Oriente, na Ucrânia e na Europa em geral.
Foram igualmente abordadas as campanhas do CPPC de solidariedade com a revolução Bolivariana da Venezuela o com o povo saraui e o povo palestino, a actualidade do Apelo de Estocolmo , a exigência da dissolução da NATO e do desarmamento geral e controlado, nos termos do artigo 7º da Constituição da República Portuguesa. No final, vários participantes foram sensíveis ao apelo "pela Paz todos não somos demais!" e inscreveram-se no CPPC.

No debate na Escola Profissional de Moura sobre "Construir a Paz com os valores de Abril" intervieram a directora da instituição, o vice-presidente da Câmara Municipal de Moura e membros do CPPC presentes. Foi um dedate muito interessante, com professores e alunos, com boa participação de jovens, designadamente de alunos africanos que ali estudam. Foram também distribuídos boletins " Notícias da Paz" a todos os presentes. Terminou num agradável convívio com um lanche preparado pelos alunos da Escola Profissional.
